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terça-feira, 22 de maio de 2012

Plataforma criada por ex-aluno do ITA libera 700 vídeos de matemática

Portal Porvir
 
Voltadas para alunos dos ensinos fundamental e médio, aulas são divididas por temas
 
Primeiro, Salman Khan revolucionou o ensino com suas aulas no Youtube. Depois, o MIT se uniu ao seu ex-aluno ilustre para também produzir vídeos educativos curtos voltados para melhorar a educação básica dos EUA. Agora, é a vez Brasil aderir ao movimento de olho na melhoria do ensino. A startup QMágico lança nesta sexta-feira, 18, na Feira Educar Educador, sua plataforma com 700 vídeos de matemática gratuitos, que têm entre 7 e 12 minutos de duração, endereçados a alunos dos ensinos fundamental e médio.
O site http://www.qmagico.com.br/ foi idealizado pelo cearense Thiago Feijão, 22, aluno de engenharia mecânica no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). A ideia nasceu, conta o jovem, quando ele dava aulas para população de baixa renda em três ONGs, duas delas criadas por ele mesmo, em São José dos Campos. "Quando eu entrei no ITA, em 2008, eu decidi trabalhar com educação para fazer com que outras pessoas pudessem ter a oportunidade que eu tive", diz Feijão, que ficava incomodado por não conseguir atender nem de longe a todos os estudantes que queriam assistir às aulas que as organizações ofereciam.
"Eu me perguntava: como eu faço uma coisa que seja escalável e sustentável financeiramente? Como replicar o que a gente faz aqui [ONGs] para o Brasil inteiro? Aí surgiu o QMágico", diz. O click veio em um sábado, em março do ano passado, e já na quinta-feira seguinte, ele e alguns colegas disponibilizaram uma primeira versão, bem simples, para as ONGs. "Vimos que os professores gostavam e que os alunos gostavam, então resolvemos expandir."
De março para cá a plataforma foi sendo aperfeiçoada e, a partir de hoje, os vídeos de matemática ficarão disponíveis para os alunos. Pelo site, será possível assistir a vídeos escolhendo por série, do primeiro ano do ensino fundamental ao pré-vestibular, ou por tema - geometria, álgebra, funções e análises combinatórias, por exemplo. As imagens mostram sempre uma lousa ou um caderno sendo preenchido com conteúdo enquanto uma voz ao fundo dá explicações. Também estão disponíveis exercícios e testes sobre os temas oferecidos.
Os donos das vozes são, na maioria das vezes, estudantes das melhores universidades do país que receberam bolsa para ensinar determinado assunto a crianças e jovens ou professores das ONGs lideradas por Feijão. "Nós convidamos para fazer os vídeos e ensinamos o padrão. Temos um cronograma de desenvolvimento e já oferecemos toda a matemática de ensino básico bem estruturada, então o professor consegue encaixar os vídeos no currículo", afirma o estudante, que prepara a oferta de vídeos de língua portuguesa e física.
A sustentabilidade financeira do QMágico ocorre por meio da oferta de outros dois tipos de serviço, que são vendidos para escolas, redes de ensino e governos. O primeiro é uma plataforma de aprendizagem virtual, em que as instituições de ensino podem inserir seus conteúdos, propor atividades on-line, fazer avaliações de alunos, além de acompanhar o desenvolvimento dos alunos e professores de maneira individualizada.
O segundo serviço é um pacote de treinamento para professores e instituições com orientações para o uso das tecnologias em sala de aula - a adaptação ao blended learning, essa utilização casada de atividades virtuais e reais que tanto preocupa educadores mundo afora. Segundo Feijão, um dos métodos que o QMágico aplica nesses treinamentos é conhecido por rotation lab, quando a turma é dividida em três grupos, ficando os alunos do primeiro terço mexendo no computador, os do segundo fazendo exercícios e os do terceiro com o professor, que já viu o que os alunos fizeram no ambiente on-line e dá explicações específicas e tira dúvidas.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Abertas as inscrições para o III BlogProg - BA

Agora está confirmado: O III Encontro Nacional de Blogueir@s ocorrerá em Salvador, Bahia, nos dias 25, 26 e 27 de maio. A estrutura do evento, que deve reunir cerca de 500 ativistas digitais de todo o país, já está quase toda montada. A comissão nacional organizadora do BlogProg tem realizado os últimos esforços para garantir alojamento e refeição para todos os participantes. A inscrição para encontro vai até o dia 11 de maio. O valor é de R$ 60,00 para os ciberativistas e de R$ 30,00 para estudantes.
Atenção: garanta sua vaga preenchendo o formulário que está no SITE!

Para viabilizar a estrutura do evento, a comissão organizadora ficou responsável pelo contato com cerca de 40 entidades populares, sítios e publicações – os chamados “Amigos da Blogosfera”. A exemplo dos dois encontros anteriores, eles deverão contribuir financeiramente. Também estão sendo feitas articulações junto a instituições públicas e empresas para bancar o III BlogProg. Todos os apoiadores terão seus nomes divulgados na blogosfera e nas redes sociais, garantindo total transparência para o evento.

III Encontro Nacional de Blogueiros (BlogProg)
Salvador, Bahia – 25, 26 e 27 de maio de 201

Programação final do III BlogProg
25 de maio, sexta-feira
15 horas – Reunião da comissão nacional organizadora;
17 horas – Início do credenciamento
18 horas – Abertura do III BlogProg e ato político em defesa da blogosfera e da liberdade de expressão;
19 horas – Debate: Nas redes e nas ruas pela democratização da comunicação
- Franklin Martins – ex-ministro da Secretaria de Comunicação do governo Lula;
- Emiliano José – Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e Direito à Comunicação (Frentecom);
- Rosane Bertotti – coordenadora do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC);
- Robinson Almeida – secretário de Comunicação Social do Governo da Bahia;
- Barbara Lopes – Blogueiras feministas;

26 de maio, sábado
9 horas – Em defesa da blogosfera e da liberdade expressão: – Paulo Henrique Amorim (SP); – Lucio Flavio Pinto (PA); – Emílio Gusmão (BA); – Esmael Moraes (PR); 11 horas – Mídia e blogosfera: experiências internacionais: – Ignácio Ramonet (Le Monde Diplomatique – França); – Andres Thomas Conteris (Democracy Now e Ocuppy Wall Street – EUA); – Osvaldo Leon (Agência Latinoamericana de Informação – Equador); – Iroel Sanchez (Blog La Pupila Insomne – Cuba);
14h30 – Mesas autogestionadas simultâneas
1- A batalha pelo marco civil da internet (responsável: Renata Mielli) – João Arruda (deputado federal do PMDB/PR e presidente da comissão que analisa o projeto); – Jandira Feghali (deputada federal do PCdoB/RJ e integrante da comissão) – Sérgio Amadeu (integrante do Comitê Gestor da Internet); – Renata Mielli (diretora do Centro de Estudos Barão de Itararé);
2- Estado laico, religião e diversidade na mídia (responsável: Daniel Dantas Lemos): – Pastor Marcos Dornel; – Jean Wyllys – deputado federal do PSOL/RJ;
- Pastor Marcos Monteiro;
3- Direito de resposta e o novo marco regulatório. (Responsável: Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação)
4- Cobertura política sem sexismo (responsável: blogueiras progressistas);
- Bárbara Lopes;
- Marília Moschkovich;
- Maíra Kubik Mano;
- Tâmara Freire;
5- Liberdade de expressão e direitos humanos (responsável: Tiago Aguiar);
- Adriana Amorim;
- Marcelo Barreto;
- Tiago Aguiar
* Exibição do documentário “Gente de ferro e de flor”

16h30 – Mesas autogestionadas simultâneas
6- A mídia e as eleições na Venezuela (responsável: Igor Felippe): – João Pedro Stedile (coordenação do MST); – Maximilien Arvelaiz (embaixador da Venezuela no Brasil); – Fernando Moraes (Jornalista); – Eric Nepomuceno (Jornalista);
7- A viabilidade de um jornal diário (responsável: Sérgio Telles) – Paulo Salvador – Rede Brasil Atual; – Claudia de Abreu – (Sindipetro do Rio de Janeiro); – Vito Giannotti – Núcleo Piratininga de Comunicação;
- Paulo de Tarso (Federação dos Bancários do Espírito Santo);
8- Oficina prática de WordPress (responsável: Tatiane Pires);
9- Redes sociais e subjetividade (Responsável: Conselho Federal de Psicologia);
- Marilda Castelar (CPF);
- Roseli Goffman (CPF e FNDC).
10- Cinema autogestionado (responsável: Carlos Pronzato);
18 horas – Apresentação e debate sobre Associação de Apoio Jurídico à Blogosfera:
- Rodrigo Sérvulo e Rodrigo Vianna;
19 horas – Lançamento oficial do Blogoosfero –plataforma livre e segura para a blogosfera e redes sociais;
Responsáveis: Fundação Blogoosfero, Colivre, TIE-Brasil e Paraná Blogs;

27 de maio, domingo:
9 horas – Reuniões em grupo – troca de experiência, balanço da blogosfera e desafios futuros;
11 horas – Plenária final – aprovação da Carta de Salvador e eleição da nova comissão nacional;
14 horas – Primeira reunião da comissão nacional eleita.
2

Mobilização e público-alvo
- Meta de 500 participantes de todo o país (300 da Bahia, sendo 100 do interior);
- Público alvo: ativistas digitais, estudantes, acadêmicos e jornalistas.
Proposta de cotas mínimas de mobilização por estado:
1- RS – 10
2- SC – 3
3- PR – 10
4- SP – 40
5- RJ – 40
6- MG – 20
7- ES – 3
8- DF – 5
9- GO – 5
10- MS – 3
11- MT – –
12- TO – –
13- BA – 300
14- SE – 10
15- AL – 10
16- PE – 10
17- PB – 10
18- RN – 30
19- CE – 30
20- PI – 3
21- MA – 3
22- PA – 3
23- AM – 3
24- AC – 3
25- RR – –
26- RD – –
27- AP – ?
TOTAL – 254 (mais os 300 da Bahia)

terça-feira, 8 de maio de 2012

Festival Virada Digital, em Parati - MG

Virada Digital é um festival de inovação, interatividade e sustentabilidade que vai levar a diversas cidades brasileiras as mais recentes tecnologias, inventos e protótipos criados por centros de pesquisas dos setores público e privado do Brasil e de outros 12 países.
O Festival Virada Digital vai promover o debate e o compartilhamento de conhecimentos em 16 áreas de conteúdo, divulgando a criatividade e o empreendedorismo e fortalecendo o fomento de novas tecnologias voltadas à produção sustentável de bens e serviços para a população brasileira.
Esta grande festa interativa e digital terá sua primeira edição nos dias 11, 12 e 13 de maio de 2012 em Paraty, cidade brasileira referência mundial de turismo histórico e cultural.
Após a primeira edição de 2012 em Paraty, o Festival Virada Digital se transforma na Caravana Digital e, a partir de novembro de 2012, visitará mensalmente cada uma das 12 cidades brasileiras que sediarão os jogos da Copa do Mundo de 2014. Ao chegar ao Rio de Janeiro, em maio de 2013, a Caravana Digital inaugura a segunda edição do Festival Virada Digital.
Terminada a segunda edição do festival no Rio de Janeiro nossa Caravana Digital volta para a estrada e segue novamente para uma maratona pelo Brasil, até maio de 2014, quando acontece a terceira edição do Festival Virada Digital, simultaneamente nas 12 cidades-sede da Copa do Mundo de 2014: Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Cuiabá, Manaus, Natal, Fortaleza, Recife e Salvador.
 
Mais informações no site http://viradadigital.com.br/agenda 

sábado, 21 de abril de 2012

Universidades de prestígio dos EUA criam cursos online gratuitos

Por Stephanie Simon

18 Abr (Reuters) - Cinco universidades de prestígio dos Estados Unidos criarão cursos online gratuitos para estudantes em todo o mundo através de uma nova plataforma de ensino interativo, chamada Coursera, anunciaram os criadores nesta quarta-feira.
Os dois fundadores, professores de ciência da computação da Universidade de Stanford, também anunciaram que receberam 16 milhões de dólares em financiamento de duas empresas de investimento do Vale do Silício.
O Coursera vai oferecer mais de três dezenas de cursos universitários no ano que vem através do seu site, coursera.org, sobre assuntos que vão desde mitologia grega a neurologia, de cálculo a poesia norte-americana contemporânea. As aulas serão projetadas e ministradas por professores de Stanford, Princeton, Universidade da Califórnia em Berkeley, Universidade da Pensilvânia e Universidade de Michigan.
O Coursera se junta a uma série de projetos online ambiciosos que visam tornar o ensino superior mais acessível e barato. Muitos desses empreendimentos, no entanto, simplesmente publicam palestras inteiras na web, sem nenhum componente interativo. Outros se esforçam para criar novas universidades do zero.
Os fundadores Daphne Koller e Andrew Ng afirmam que o Coursera será diferente, pois os professores de escolas de prestígio vão ensinar usando o nome de sua universidade e vão adaptar os seus cursos mais populares para a web, incorporando tarefas e exames a aulas em vídeo, respondendo a perguntas dos alunos em fóruns online -- e até mesmo, talvez, trabalhando por meio de videoconferência.
Testes de múltipla escolha e de respostas curtas serão avaliados via computador. O Coursera em breve apresentará um sistema de classificação para avaliar trabalhos mais complexos, tais como ensaios ou algoritmos.
Os estudantes não receberão créditos da faculdade. Mas o Coursera pode oferecer "certificados de conclusão" ou transcrições mediante pagamento de uma taxa. Uma empresa também pode tentar lucrar conectano empregadores com alunos que tenham demonstrado aptidão em uma determinada área, disse uma porta-voz.
As universidades participantes esperam se beneficiar aumentando a sua reputação no exterior, conectando-se com ex-alunos distantes e, quem sabe, trazendo doações de alunos online agradecidos.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

UFMG promove seminário "IV Seminário de Educação a Distância: Tão Longe, Tão Perto" - MG

1. Identificação

O Centro de Apoio à Educação a Distância (CAED/UFMG) realizará, nos dias 04 e 05 de Junho de 2012, a 4ª edição do Seminário de Educação a Distância da UFMG. O evento, de caráter internacional, será realizado no Campus Pampulha da UFMG em Belo Horizonte. As atividades previstas - conferências, mesas-redondas, debates, apresentação de trabalhos (modalidade pôster), lançamento de livros e etc - privilegiarão relatos de experiência e de pesquisa em torno do tema educação a distância.

2. Público Alvo

• Envolvidos com a educação a distância no âmbito da Universidade Aberta do Brasil (tutores, professores pesquisadores, equipe administrativa, coordenadores de curso, coordenadores de polo e estudantes);
• Estudantes, pesquisadores e profissionais das áreas de EAD e conhecimento em rede de mídias digitais;
• Interessados na temática da Educação a Distância e conhecimento em rede de mídias digitais;

3. Eixo Temático

• Política | Gestão | Formação docente | Conhecimento em rede de mídias digitais;

4. Local e Data

Local: Centro de Atividades Didáticas I -UFMG
Av. Antônio Carlos, 6627 | Campus Pampulha da UFMG - BH/MG
Clique Aqui para ver o Mapa

Data: 04 e 05 de Junho de 2012

5. Realização e Apoio


Site do evento: http://www.ufmg.br/ead/seminario/index.html

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Rio e São Paulo criam MBA para gestores educacionais

Firjan e Fiesp promoverão a especialização a distância em Gestão Empreendedora. São 4,4 mil vagas e o curso é gratuito
12/04/2012

 

     As entidades que reúnem as indústrias dos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro criaram o Curso de Especialização Lato Senso MBA em Gestão Empreendedora - Educação, cujo objetivo é formar empreendedores em educação capazes de interagir de forma criativa e inovadora na gestão escolar e no seu papel de líder da escola, tanto no campo pedagógico quanto no administrativo.

 

     O termo de cooperação assinado entre a FIRJAN (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro), FIESP (Federação das Indústrias de São Paulo) e os governos dos estados do Rio de Janeiro e São Paulo na segunda-feira, dia 9, estabelece que o programa educacional do MBA será oferecido na modalidade semipresencial (EAD) e beneficiará 4,4 mil gestores de escolas públicas de Educação Básica.

 

     A meta é formar, nos próximos cinco anos, 1,2 mil educadores do Rio de Janeiro e 3,2 mil de São Paulo. Os alunos não pagarão nada pelo curso, que será custeado integralmente pela FIRJAN e FIESP.

 

     "Essa parceria mostra um novo Brasil, em que o poder público não é o único responsável pelo futuro. FIESP e FIRJAN estão mostrando como deve ser a representação empresarial no país", disse o presidente da FIRJAN, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, durante a assinatura do termo de compromisso.

 

     "Este projeto vem de uma ideia brilhantemente desenvolvida pela FIRJAN. Falei com o governador assim que o Eduardo Eugenio me propôs. Ele aceitou de pronto e agora estamos aqui concretizando algo que era um sonho poucas semanas atrás", acrescentou o presidente da FIESP, Paulo Skaf.

 

     Também estavam no evento de assinatura da parceria, no Palácio dos Bandeirantes (Morumbi), os governadores do Rio e São Paulo, Sérgio Cabral e Geraldo Alckmin, e os secretários de Educação dos dois estados, Wilson Risolia Rodrigues e Herman Jacobus Cornelis Voorwald, entre outros.

 

     "A FIRJAN é nossa parceira de primeira hora na recuperação que o Rio está vivendo. Onde nós ocupamos com UPP, eles entram em seguida para qualificar os moradores. Só posso agradecer. Tem duas maneiras de estimular o pessoal da educação: com salário e com investimento em qualificação", disse o governador Sérgio Cabral.

 

     Para o governador Geraldo Alckmin, de São Paulo, "o projeto piloto da FIRJAN foi de um sucesso imenso, com 99,9% de aprovação".

 

     A ação faz parte da "Proposta para um Brasil + Competitivo", divulgada em dezembro do ano passado pela FIRJAN e FIESP. A proposta contempla ações conjuntas nos áreas de energia, logística, banda larga e educação, com o objetivo de reduzir custos e aumentar a produtividade das empresas brasileiras, avançando, assim, na competitividade.

 

     A oferta do MBA foi a forma encontrada pelas duas federações para contribuir com a melhoria do ensino público, já que o foco no desenvolvimento de uma conduta empreendedora possibilita que o gestor, ainda que empregado, possa agir como mantenedor de uma escola, visualizar novas oportunidades, inventar novas maneiras de fazer o que já sabe realizar, refletir sobre sua ação e sobre as consequências de sua gestão.

 

     O programa também contribuirá para o gerenciamento de processos de ensino, podendo complementar o aperfeiçoamento do quadro de direção das escolas da rede de ensino público.

 

     A iniciativa contabiliza investimentos totais de R$ 41,6 milhões, sendo R$ 9,6 milhões aportados pelos industriais do Rio de Janeiro, representados pela FIRJAN, e R$ 32 milhões pelos industriais de São Paulo, representados pela FIESP.

 

     O curso terá duração de 360 horas e a grade curricular será composta por 14 disciplinas. Pelo convênio, as entidades ficam responsáveis pela seleção e contratação do estabelecimento de ensino superior para a execução do programa, fornecimento das instalações para os encontros presenciais, material didático, e ambiente virtual de aprendizagem.

 

     Confira conteúdo programático do curso.

 

(Com informações da Assessoria de Imprensa da Firjan)

domingo, 8 de abril de 2012

Mestrado para professor de matemática terá 1.575 vagas

Professores de matemática que lecionam em escolas públicas poderão se inscrever em maio deste ano no único mestrado profissional semipresencial recomendado pelo Ministério da Educação, por meio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). O edital do exame de ingresso para a turma de 2013 tem previsão de 1.575 va gas.

Os professores precisarão fazer uma prova e os selecionados receberão uma bolsa da Capes no valor de R$ 1.200. Atualmente 2.500 professores da rede pública estão no Programa de Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional (Profmat), que é coordenado pela Sociedade Brasileira de Matemática (SBM
). Participam do programa 59 instituições de ensino superior nas cinco regiões, num total de 74 polos presenciais.
O mestrado tem duração de dois anos e a tese final obrigatória é uma monografia sobre experiência de matemática do ensino básico que tenha impacto na prática didática em sala de aula. “É um mestrado para fortalecer o ensino da matemática na educação básica. Não dá para termos no Brasil alunos analfabetos em números”, diz Hilário Alencar, presidente da SBM. Em fevereiro de 2013, concluirão o mestrado cerca de mil professores inscri tos em 2011, na primeira chamada do programa.

Murilo Sérgio Roballo, 43 anos, inscreveu-se em 2012 e foi o único dos candidatos a gabaritar a prova. “Sou professor há 25 anos, dou aula em dois colégios de ensino médio em Brasília, e foi uma prova tranquila”, afirma o professor, que faz as aulas presenciais na Universidade de Brasília (UnB).  “Esse mestrado é importante. Além de aperfeiçoar conhecimento vai repercutir em melhoria salarial”, comenta.
Antonio Cardoso do Amaral, 32 anos, é professor há uma década na rede pública em Cocal dos Alves (PI), cidade a 300 km de Teresina que ganhou destaque pela conquista de medalhas na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep). “Pelas condições de vida e geográficas, estava difícil cursar um mestrado. Mas era um sonho meu e essa oportunidade surgiu como uma luv a”, conta o professor.  

As aulas presenciais são na sexta-feira e o professor vai de ônibus ou de carona até a Universidade Federal do Piauí. Segundo ele, o conteúdo caiu bem para as necessidades em sala de aula. “Com a conclusão desse curso, eu já vejo que é possível ir mais longe com meu trabalho de matemática na olimpíada. Vou me sentir bem mais embasado para uma melhor orientação aos meus alunos”, acrescentou.  “Quando o aluno tem talento, o professor tem de estar preparado, porque senão ele ultrapassa quem ensina.”


Em contrapartida ao investimento do governo federal, os professores bolsistas devem atuar na escola pública nos cinco anos seguintes após a conclusão do mestrado. A prioridade do Profmat
é para professores de escolas públicas, mas 20% das vagas poderão ser preenchidas por docentes da rede privada.

Hoje a Capes tem 380 mestrados profissionais no país, com 13 mil alunos matriculados. No entanto, na modalidade semipresencial, o Profmat
é o único. O diretor de educação a distância da Capes, João Carlos Teatini, acredita que a expansão dessa modalidade será acelerada no país. Programas de mestrado profissional semipresencial, em outras áreas de ensino, como letras e química, estão em estudo na Capes.

Rovênia Amorim


Ouça
o diretor de educação a distância da Capes, João Carlos Teatini, sobre o Profmat

Professores interessados em participar da chamada de propostas de material didático para o Profmat
podem se informar na página do programa na internet

sábado, 7 de abril de 2012

18° CIAED - “Histórias, Analíticas e Pensamento “Aberto” – Guias para o Futuro da EAD” - 23 a 26 de setembro de 2012


 1. O Congresso
1.1. O 18° CIAED Congresso Internacional ABED de Educação a Distância “Histórias, Analíticas e Pensamento “Aberto” - Guias para o Futuro da EAD” será realizado em São Luís - Maranhão, nas dependências da UFMA - Universidade Federal do Maranhão abrindo espaço para que pesquisadores, educadores e dirigentes organizacionais possam apresentar seus Trabalhos Científicos baseados em investigação científica; apresentar relatos de Experiências Inovadoras; participar de mesas-redondas com especialistas do Brasil e de outros países; realizar palestras; inserir-se em grupos de trabalho de diferentes linhas de atuação; e estabelecer contatos profissionais.

2. Os trabalhosOs trabalhos submetidos para apresentação no Congresso podem pertencer a duas classes: Trabalho Científico (TC) e Relato de Experiência inovadora (RE).

2.1. Os Trabalhos Científicos (TCs) submetidos para serem apresentados em Sessões Paralelas no 18º CIAED passam por um rigoroso processo de julgamento, do tipo blind review by peers (julgamento cego por pares), no qual a identidade e a afiliação institucional do autor são elementos não fornecidos àqueles que o avaliam. A avaliação será realizada por uma Comissão Técnica composta pelos membros do Conselho Científico da ABED e de outros doutores com reconhecida atuação na área. Cada Trabalho será avaliado por ao menos três revisores, membros da Comissão Técnica do Congresso. O resultado final da avaliação de cada submissão, que corresponde à média das avaliações dos revisores, será o indicador decisório para a aceitação de trabalhos científicos para apresentação nas sessões paralelas do congresso. Em função do resultado final da avaliação alguns trabalhos poderão ser direcionados para apresentação em Sessão de Pôsteres.

2.2. Os Relatos de Experiência Inovadora (RE) correspondem à descrição e análise de realizações nos diferentes tipos de categorias, identificadas a seguir, que apresentem aderência ao tema do Congresso e apresentem algum aspecto inovador. Os REs serão submetidos ao mesmo processo de avaliação descrito no item 2.1, respeitando-se as características de cada classe. Relatos de Experiências Inovadoras poderão ser aceitos tanto para apresentação nas sessões paralelas do Congresso como para apresentação no formato de pôster.


2.3 Cada Trabalho submetido deverá ser identificado de acordo com os itens: Categoria, Setor Educacional, Natureza e Classe.


2.3.1. - Categoria
A - Estratégias e Políticas
B - Conteúdos e Habilidades
C - Métodos e Tecnologias
D - Suporte e Serviços
E - Gerenciamento e Logística
F - Pesquisa e Avaliação
2.3.2. -Classificação das Áreas de Pesquisa em EAD (Zawacki-Richer 2009)

Nível Macro – Sistemas e Teorias de EAD
1. Acesso, Equidade e Ética
2. Globalização da Educação e Aspectos Culturais Transfronteiros
3. Sistemas e Instituições de EAD
4. Teorias e Modelos
5. Métodos de Pesquisa em EAD e Transferência de Conhecimento

Nível Meso – Gerenciamento, Organização e Tecnologia
1. Gerenciamento e Organização
2. Custos e Benefícios
3. Tecnologia Educacional
4. Inovação e Mudança
5. Desenvolvimento Profissional e Apoio ao Corpo Docente
6. Serviços de Apoio ao Estudante
7. Formas de Assegurar a Qualidade

Nível Micro - Ensino e Aprendizagem em EAD
1. Design Instrucional
2. Interação e Comunicação em Comunidades de Aprendizagem
3. Características de Aprendizes

2.3.3. - Natureza do Trabalho
A - Relatório de Pesquisa
B - Descrição de Projeto em Andamento
C - Modelos de Planejamento

2.3.4. - Classe
1 - Investigação Científica
2 - Experiência Inovadora

2.4. No final do processo de julgamento, o Conselho poderá tomar as seguintes decisões sobre o trabalho:
2.4.1. Significância suficiente para merecer apresentação em Sessão Paralela;
2.4.2. Direcionado para apresentação de Pôster;
2.4.3. Devolvido ao autor para modificações após as quais poderia ser apresentado em Sessão Paralela;
2.4.4. Recusado diretamente por não mostrar as qualidades científicas necessárias para um evento desta natureza.
 
3. Submissão dos Trabalhos
3.1. A submissão dos Trabalhos será feita única e exclusivamente através de ferramenta: http://www.abed.org.br/congresso2012/enviartrabalhos.htm (ainda não ativa)
Nota importante: o nome do orientador de teses e dissertações não deve aparecer como co-autor de Trabalho Científico, podendo receber o devido reconhecimento em nota de rodapé.
3.2. Parte do processo de envio do trabalho na ferramenta é a obrigatoriedade de assinalar a concordância ou não com o termo de compromisso de apresentação previamente descrito abaixo:
“Comprometo-me, caso meu trabalho seja aprovado pela Comissão Científica do 18º Congresso Internacional ABED de Educação a Distância, a comparecer ou nomear um representante para sua apresentação, no dia e hora previamente comunicados, e autorizo sua publicação no site da Associação. Estou ciente da condição de que os autores do trabalho devem ser associados, com os pagamentos das anuidades em dia.”
3.3. Logo após a submissão do trabalho, uma mensagem automática será enviada para o endereço eletrônico da pessoa que realizou a submissão, confirmando este procedimento.
3.4. Simultaneamente, o título do trabalho e a data de submissão serão publicados no site do evento.
Nota importante: O recebimento da mensagem automática (item 3.3) e a publicação no site do título do Trabalho submetido não significam de forma alguma a aprovação do mesmo para apresentação no evento.

4. Publicação dos Trabalhos4.1. Os Trabalhos aprovados serão publicados eletronicamente nos Anais do congresso no site da ABED. Trabalhos aprovados que não forem apresentados por seus responsáveis ou representantes no dia e horário definido na programação do Congresso, serão retirados dos anais e em seu lugar será publicada uma nota explicativa a respeito, com a respectiva identificação dos responsáveis, ficando seus autores impossibilitados de submeter Trabalhos Científicos para os eventos da ABED pelo período de 2 (dois) anos.

4.2. Os Trabalhos serão publicados eletronicamente em dois idiomas: Português e Inglês. Caberá ao autor ou autores do trabalho 
aprovado, produzir a versão em inglês do trabalho para a publicação no site do evento. O trabalho deverá ser enviado para papers@abed.org.br até o dia 27 de julho de 2012.

4.3. Dúvidas pelo endereço 
papers@abed.org.br ou pelo telefone 55 11 3275.3561

4.4. Estarão disponíveis para a apresentação dos Trabalhos durante o evento, um computador com sistema operacional básico: Windows XP 2003 com Power Point, Datashow e acesso à Internet. 


5. Normas de Padronização
5.1. Os Trabalhos não devem exceder a dez laudas e devem obedecer as novas normas ortográficas da língua portuguesa.
5.2. A página deverá ser configurada em papel A4, utilizando os seguintes parâmetros: margem superior 2,5 cm; inferior 2,5 cm; lateral esquerda 3,5 cm; lateral direita 2,5 cm.
5.3. Devem ser redigidos em Word (extensão .doc (97 - 2003), Acrobat (extensão .pdf sem bloqueio), Rich Text/ Write (extensão .rtf) ou Writer (extensão .odt), com texto na fonte Arial, corpo 12, usando apenas uma das faces do papel, com entrelinhas de 1,5 alinhado à esquerda, recuo para parágrafo de 1,5 e com inserção do número da página no lado direito superior.

5.4. A estrutura da primeira página é a seguinte:

5.4.1. - Título centralizado, usando letra maiúscula com corpo 16 e em negrito. Palavras estrangeiras deverão ser grafadas em itálico.
5.4.2. - Após o espaço de duas linhas, identificar: o local e a data de envio do Trabalho (mm/aaaa).
5.4.3. - Após o espaço de três linhas, colocar o nome do primeiro autor em corpo 12 centralizado.
5.4.4. - Em seguida (ao lado no nome do autor e separado por um hífen), colocar o nome da instituição a que estiver ligado e o endereço eletrônico (e-mail), usando letra corpo 10.
5.4.5. - Fazer o mesmo para os demais autores, deixando uma linha em branco entre cada um deles.
5.4.6. - Após o espaço de uma linha, identificar o Trabalho em um dos Setores Educacionais descritos no item 2.3.1.
5.4.7. - Após o espaço de uma linha, identificar o Trabalho em cada um dos itens da Classificação das Áreas de Pesquisa em EaD indicados no item 2.3.2.
5.4.8. - Após o espaço de uma linha, identificar o Trabalho de acordo com a sua Natureza, indicada no item 2.3.3.
5.4.9. - Após o espaço de uma linha, identificar o Trabalho de acordo com a sua Classe, indicada no item 2.3.4.
5.5. Após o espaço de uma linha, colocar o título "RESUMO" em português com fonte Arial, corpo 12 centralizado em negrito e abaixo o texto do resumo em português, Arial 12 itálico justificado, espaço simples com no máximo 200 palavras. Após o espaço de uma linha, as palavras-chave em Arial 12 negrito separadas por ponto e vírgula.
5.6. Após o resumo, deixar espaço de três linhas e iniciar o texto do trabalho, preferencialmente insira uma quebra de página.
5.6.1  - O texto deve seguir as orientações do item 5.3: fonte Arial, corpo 12, usando apenas uma das faces do papel, com entrelinhas de 1,5 alinhado à esquerda, recuo para parágrafo de 1,5 e com inserção do número da página no lado direito superior.
5.7. Colocar as referências bibliográficas e quaisquer anexos no final do texto.
5.8. As notas de rodapé, sendo indispensáveis, devem ser colocadas no final do Trabalho, antes das referências bibliográficas.
5.8.1. Os títulos das seções internas devem estar em negrito e alinhados a esquerda.
5.9. Os subtítulos devem ter recuo para parágrafo de 1,5 em relação aos títulos.
5.10. As figuras e tabelas devem ter legendas.

Nota importante: Trabalhos sem e-mail e telefone de todos os autores inseridos na ferramenta de submissão não serão aceitos.

6
. Idiomas do Congresso
Português
6.1. Outras línguas, em Sessões Plenárias ou Mini-Cursos, normalmente recebem tradução simultânea para o português.

7. Cronograma
- Período para encaminhamento dos trabalhos: 28 de novembro de 2011 a 30 de abril de 2012;
- Período de avaliação dos trabalhos: 1° de maio a 25 de maio de 2012;
- Divulgação dos resultados no site e comunicação - 30 de maio de 2012;
- Envio da versão para o inglês do Tc aprovado - 27 de julho de 2012;
- Notificações de aceitação serão enviadas pelo sistema automaticamente;
- Apresentação no 18° CIAED de 23 a 26 de setembro de 2012.
 
8. Informações Complementares
Sede da ABED:
Rua Vergueiro, 875 12° andar
CEP 01504-001 - São Paulo - SP
Telefone: 11 3275.3561 - Fax: 11 3275.3724
E-mails
Trabalhos Científicos: papers@abed.org.br
Informações sobre o evento: congresso@abed.org.br
Página da ABED: www2.abed.org.br
Página do evento: www.abed.org.br/congresso2012
Veja exemplo de TC, clicando aqui!
 

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Dilma sanciona mudança na LDB para reduzir custos de educação a distância pela internet

Da revista Ache Seu Curso

Diário Oficial publica sanção da presidenta para decreto legislativo que inclui internet entre as mídias beneficiadas por tratamento diferenciado
 
     O Diário Oficial da União publicou hoje a lei nº 12.603, assinada pela presidenta Dilma Rousseff e pelos ministros da educação Aloisio Mercadante, e das Comunicações, Paulo Bernardo, alterando a Lei de Diretrizes e Bases da Educação no item que prevê o tratamento diferenciado a programas de educação a distância. O decreto altera o artigo 80, que trata dos incentivos à veiculação de programas de educação a distância, no item I do Parágrafo 4º, onde se prevê um tratamento diferenciado em "custos de transmissão reduzidos em canais comerciais de radiodifusão sonora e de sons e imagens". Com a mudança, o novo texto fica assim: "custos de transmissão reduzidos em canais comerciais de radiodifusão sonora e de sons e imagens e em outros meios de comunicação que sejam explorados mediante autorização, concessão ou permissão do poder público".
     Embora o texto não cite a mídia internet, o assessor de comunicação do MEC Diego Rocha informou à revista Ache Seu Curso que o objetivo da alteração é contemplar a ampliação de programas que incluam a utilização de internet e banda larga, já que esta é uma concessão pública. "Pretende-se que haja mais programas de educação e a legislação vai facilitar a aplicação deles junto a provedores, concessionárias etc", afirmou Rocha. Segundo ele, há dois obstáculos graves à ampliação da internet e da educação a distância em locais distantes: "Primeiro, é poder chegar aos locais que não têm acesso hoje à internet, e depois é chegar com banda larga, que possa transmitir uma vídeoaula, por exemplo". Rocha cita locais no estado do Amazonas e diversos pontos no interior do Brasil que são visados pelo MEC.
     Segundo Rocha, esta alteração é apenas a parte formal que cabe ao MEC. Outras estão sendo realizadas em outras legislações para ampliar a possibilidade de instalação de mais programas educacionais a distância. Será necessária agora a regulamentação da lei, que deverá ser discutida no Congresso.
     Leia a íntegra do decreto publicado hoje no Diário Oficial aqui.
     Leia como ficou a redação completa do artigo 80 da LDB aqui.
(matéria publicada no portal www.acheseucurso.com.br)

quarta-feira, 28 de março de 2012

Aprendizagem a Distância: dos Mitos às Evidências Científicas

por Fredric M. Litto

O Brasil cresce lenta, mas continuamente, na mira de uma posição de real destaque entre as nações. Porém, cinco séculos de atraso no setor educacional no país dão evidências dos fatores que prejudicaram a criação de uma força de trabalho cuja qualificação plena poderia nos igualar aos países lideres. Enquanto o Brasil registra apenas 13% dos seus jovens de 18 a 24 anos matriculados no ensino superior, Argentina, Chile e Bolívia gozam de porcentagens acima dos 30%. Países da Europa, América do Norte e Ásia ostentam taxas que vão de 60% a 85% (esta última da Coreia do Sul). Enquanto houver ceticismo e desinteresse do governo, com a cumplicidade da mídia, o Brasil não terá a mão de obra qualificada para sustentar suas próprias necessidades internas na oferta de qualidade de vida social e de realização profissional para todos os seus cidadãos. Por exemplo, até faltam caminhoneiros hoje porque um segmento significativo desses profissionais é incapaz de operar computadores, instrumentos necessários para receber e dar instruções e informação.
Para incluir mais pessoas nos programas de educação formal, não formal e informal, muitas vozes estão recomendando o aumento do uso de “aprendizagem a distância”, modalidade educacional que normalmente significa separação física entre o professor (ou outra fonte de informação e conhecimento) e o aprendiz. Seja empregando material impresso distribuído via correio, seja pelo uso de rádio, televisão, audiocassetes, DVDs ou internet, a aprendizagem a distância é conhecida, de longa data, por sua capacidade de alcançar indivíduos em lugares remotos, oferecendo acesso ao conhecimento básico e avançado, certificando os alunos cuja competência deve se provar equivalente aos conhecimentos obtidos. Mesmo com essa característica de democratização do saber, há críticos à modalidade militando contra seu uso no país. Raramente dando exemplos, baseando-se essencialmente em criticas capciosas de características que não são exclusivas à modalidade, eles revelam sua incapacidade de entender o significado das tecnologias de ruptura que estão mudando a sociedade atual. Confusos e desorientados quanto às novas possibilidades de comunicação, à alteração de papéis (sociais, profissionais) e ao poder de indivíduos, grupos e instituições públicas e privadas, devido à força transformadora das novas tecnologias, eles tentam deter a implantação de novos métodos de ensinar, de aprender e de trabalhar.
Bem conhecido entre aqueles que leem muito é o delicioso xingamento, supostamente atribuído aos chineses, “Que você viva em tempos interessantes!”, cuja sutileza sugere que o destinatário do epíteto sofra o flagelo do ceticismo reacionário, da ansiedade e do terror provocados por mudanças importantes na sociedade, a exemplo do pique de várias civilizações que romperam com seu passado: os árabes criaram engenhos de grande complexidade baseados em princípios avançados de física e mecânica; os chineses aperfeiçoaram armas de guerra. Países e épocas deixaram suas marcas: a Itália, na Renascença; o Reino Unido na Revolução Industrial. Nos Estados Unidos, quando automóveis começaram a ser desenvolvidos, o escárnio chegou com os carroceiros (“Arranja um cavalo!!”) e quando ganharam impulso as pesquisas com células-tronco, um presidente ignorante decidiu proibir legalmente seu avanço. Por que no Brasil haveria de ser diferente? Foi o último país a abolir a escravidão. Não bastasse nossa burocracia cartorial, escrivães resistiram em aceitar máquinas de escrever (“Só o próprio punho serve!!”, gritaram). Oswaldo Cruz sofreu um linchamento moral pela mídia ao se empenhar em campanhas contra a febre amarela. Também aqui grandes blocos de educadores em todos os níveis lutaram contra a introdução de computadores na aprendizagem.
Cientificamente, a resistência a mudanças implica numa configuração de neurônios em cada indivíduo, determinando se será um “progressivo” (receptivo a mudanças, reconhecendo a possibilidade de redução de esforços físicos, a ampliação de oportunidades para adquirir novos e diversos conhecimentos), ou um “mantenedor do status quo” (aquele que insiste em submeter sua vida a um “steady-state” (estado-contínuo), ou seja, quanto mais estático melhor. Faltando-lhes a capacidade de empatia, estes últimos também são partidários do retrocesso na vida dos outros (como o eunuco que, não podendo sentir certos prazeres, não quer que outros o sintam).
Mundialmente, aqueles que estudam a tecnologia educacional procuram a inovação apropriada (praticidade, eficiência, custo-benefício) de avanços tecnológicos, a fim de não engessar, regimentar, automatizar, ou desumanizar a aprendizagem. O propósito é aprofundar a compreensão, estender o alcance do aluno a fontes de informação e de conhecimento além das fronteiras naturais, políticas, econômicas e ideológicas. Quando especialistas nesse ramo de investigação se encontram em conclaves acadêmicos, relatam que parece existir um fenômeno curioso entre educadores em geral: 20% são progressivos, querem experimentar novidades tecnológicas que possam aperfeiçoar sua meta de levar alunos a novos patamares de compreensão; 20% são conservadores, pois não apenas resistem a qualquer oferta de experimentação, como também encetam campanhas difamatórias, promovem diatribes sem fundamentação ética, científica ou a necessária evidência fatual—o que também se exige de jornalistas sérios, que se obrigam a apurar resultados de pesquisas, a investigar os exemplos majoritariamente de sucesso, a despeito dos recalcitrantes e a ouvir todos os lados envolvidos. O restante, 60%, são educadores considerados “normais”, relativamente flexíveis e abertos - dependendo da direção dos ventos---sindicatos progressivos ou regressivos; burocratas educacionais paranoicos, obcecados com “comando e controle”, autores de ondas de regulamentação para justificar seu poder e seus empregos; e governistas com visão real do futuro ou “políticos carreiristas” interessados apenas em ser reeleitos.
Herdeiros de uma tradição educacional precária, sem originalidade e elitista, desconhecedores de línguas estrangeiras, cujo domínio lhes permitiria(?) acompanhar estreitamente as inovações científicas, tecnológicas e culturais desenvolvidas em países que se destacaram em inovações, muitos brasileiros imaginam que suas próprias crenças e seus valores são compartilhados universalmente. Uma vez que o ensino superior a distância entrou no país há menos de duas décadas, eles acham que ainda é algo temerariamente novo, há pouco tempo em fase experimental. A aprendizagem a distância no ensino superior começou mais de um século e meio atrás, no Reino Unido, quando a Universidade de Londres (fundada como “a universidade do povo”), criou, em 1858 o seu “Sistema Externo”, ou cursos por correspondência. Mahatma Gandhi (1869-1948), morando na colônia britânica da África do Sul, fez todo o curso de Direito numa época na qual um navio transportando o correio levava dois meses para transitar entre Londres e seu país. Nelson Mandela, prisioneiro na Cidade do Cabo por suas atividades contra o apartheid, também fez o curso de Direto a distância de Londres, mas foi impedido de obter o diploma, não conseguindo autorização para deixar a prisão a fim de realizar o exame final do curso que o habilitaria profissionalmente. Quatro ganhadores do Prêmio Nobel em ciências obtiveram seus bacharelados via Sistema Externo da Universidade de Londres. Vale lembrar que T.S. Eliot, o mais importante poeta de língua inglesa no século XX, foi professor dos cursos desse Sistema, de 1916 a 1919.
A partir de 1870, em muitas instituições públicas na América do Norte, cursos por correspondência levando a títulos acadêmicos foram ministrados com sucesso, e continuam sendo oferecidos até hoje via televisão e internet. Esse fato não apenas consolida o mérito dessa modalidade de aprendizagem, mas também sua crescente qualidade. Entre as instituições com “sistemas externos” podem ser citados, por exemplo, o renomado Instituto de Tecnologia de Massachusetts-MIT, as Universidades da Califórnia, Carolina do Norte (a mais antiga universidade pública dos Estados Unidos), Maryland (a maior universidade pública americana), Estadual de Nova York, Estadual da Pensilvânia, Nebraska, e muitas outras. No Reino Unido, Canadá, Austrália, Espanha, Alemanha, Noruega, Finlândia, Indonésia, China, Malásia, Paquistão, Índia, Turquia, Grécia, África do Sul há instituições dual-mode (oferecendo ensino superior presencial e a distância) ou single-mode (oferecendo apenas cursos mediados por tecnologia), mantidas pelo governo ou pela iniciativa privada. Se fosse tão nefasto, intrinsecamente tão sem-qualidade, como explicar esse sucesso?
Aqueles que criticam a aprendizagem a distância erram ao exigir uma educação com características elitistas para todos, algo não factível por razões econômicas (mundo afora, é raro encontrar instituições públicas que não cobram taxa de matrícula, muitas vezes proporcional à condição financeira dos candidatos, que se diferenciam pela capacitação intelectual e pelos interesses de engajamento profissional.. Os “elitistas” querem uma educação “oxfordiana” para cada estudante: reuniões individuais semanais ou mensais com seu tutor, um catedrático munido de cachimbo, sherry e refestelado em poltronas de couro. Faz bonito no cinema, mas quando é necessário atender milhões de aprendizes, é inviável.
Os países asiáticos perceberam, quarenta anos atrás, que uma nação moderna precisa, sim, de poucas instituições de altíssima qualidade para aqueles que demonstravam habilidades cognitivas privilegiadas. Paralelamente, outras instituições foram implantadas para qualificar os milhões de profissionais necessários para a manutenção de uma sociedade complexa e dinâmica. Seguindo o modelo criado em 1969 no Reino Unido, a Universidade Aberta (sem vestibular, mas com exigências acadêmicas rigorosas e, desde o início, oferecendo títulos acadêmicos tradicionais), servia de modelo à criação de outras instituições de sucesso, como a Universidade Nacional a Distância Indira Gandhi, atualmente com 3.200.000 estudantes cursando bacharelado, mestrado e doutorado. O Brasil resistiu em criar sua Universidade Aberta até poucos anos atrás, devido ao conservadorismo de educadores, burocratas educacionais e do próprio Congresso Nacional. Mas hoje a UAB tem 200.000 alunos, e espera-se que chegue a ultrapassar a marca de um milhão nos próximos anos. Gratuita, mas com um exame de admissão rigorosamente elaborado, e exigências acadêmicas obrigatoriamente sérias, a UAB representa uma das soluções para tirar o Brasil da sua estagnação na formação de profissionais em número e qualidade que o país merece.
 Criticar sem oferecer soluções alternativas equivalentes e viáveis é o calcanhar de Aquiles daqueles que atacam a aprendizagem a distância. Se apenas a metade dos municípios brasileiros oferece ensino superior presencial, como dizer que tentativas de estender acesso aos estudos avançados através da EAD não sejam democráticas? Qual é a alternativa? Se mais de 10% da população brasileira inclui cidadãos com necessidades especiais, então como criticar, sem ser hipócrita, o emprego da tecnologia para levar escolas e universidades até as casas desses conterrâneos? Se a maioria dos universitários que estuda a distância distingue-se como “pobre”, então esse fator de inclusão deveria ser motivo de júbilo, e não um argumento para denegrir a modalidade. É lamentável que as elites do país nunca tenham se esforçado na procura de excelência em todos os setores. “O ótimo é inimigo do bom!” é a racionalização que prevalece na cultura. Entre os exemplos brasileiros mais representativos que estudaram a distância estão Florestan Fernandes, celebrado sociólogo da USP, que cursou o ensino médio na modalidade chamada “madureza”; a senadora Marina Silva, que fez o ensino médio através do Telecurso; e o deputado Vicentinho (Vicente Paulo da Silva), que completou o fundamental e o médio pelo mesmo projeto educativo via TV. São fatos indiscutíveis, positivos e indicativos do futuro.
Os críticos da aprendizagem a distância estão mentalmente engessados, presos a uma visão ultrapassada da educação, nostálgica e confusa. Percebendo que o paradigma educacional está em mudança no mundo todo, e incapazes, eles mesmos, de buscar novas formas de aprender e de trabalhar, revelam sintomas que podem ser agrupados sob a designação de síndrome de paralisia paradigmática.
“Sem o toque humano....o corpo a corpo, carne e osso, com o professor....o olho no olho....como um educando poderá interagir com uma máquina?...qual a experiência que uma máquina poderá passar a um indivíduo?” Essas manifestações nostálgicas, apelações não convincentes às nossas emoções (pathos), ignoram a lógica dos fatos (logos): as novas gerações estão obtendo exatamente os reforços interativos afetivos e de companheirismo quando estudam a distância, usando as novas tecnologias de comunicação: netbooks, laptops, tablets, e i-phones. Em setembro de 2011, a empresa Cisco publicou os resultados de uma pesquisa com recém egressos de universidades em 14 países sobre “suas preferências de mídia”. Relato de um terço dos entrevistados com acesso à Web: “a Internet era tão vital a eles quanto comida, água, ar e abrigo”; 50% afirmaram que, para eles, a internet não era tão importante...mas quase isso mesmo”. Entre universitários, 55% admitiram que “não poderiam viver sem a internet”, enquanto 62% dos recém-graduados e com empregos novos constataram a mesma relação com a tecnologia. Pesquisas feitas no Canadá como parte do Tele-Learning Program, revelaram que, quando um curso universitário on-line está bem produzido, a aprendizagem dos estudantes é mais eficaz do que na modalidade presencial. Por quê? Porque curso a distância é o resultado do trabalho de uma equipe de profissionais, e não de um único profissional, o professor (como no ensino feito presencialmente). Assim, a equipe garante um produto mais burilado, mais caprichado. Com as novas gerações de aprendizes coladas nas novas tecnologias, é pouco defensável a pretensa predominância de abordagens centenárias na aprendizagem.
 Nostalgia tem seu lugar, sem dúvida. Da mesma forma que o cinema não substituiu o teatro, e a televisão não eliminou o cinema, teremos, no futuro, instituições oferecendo todo o espectro pedagógico-didático, do mais tradicional (provavelmente sem cachimbo!) ao mais automatizado (veja, por exemplo, a empresa norte-americana Rosetta Stone, nova no Brasil, especializada no ensino on-line, totalmente sem professor, virtual ou presencial, no ensino de idiomas estrangeiros—talvez não seja apropriada para todo mundo, mas já é um sucesso em muitos países).
Os críticos da aprendizagem a distância costumam ser falaciosamente genéricos em suas acusações, sem oferecer exemplos de “falta de qualidade” (e para serem convincentes, teriam que citar exemplos não encontrados também no ensino presencial no país). Inconformado com essas generalizações superficiais, em 2010 fiz um levantamento das reclamações de alunos brasileiros de aprendizagem a distância dirigidas ao Ministério da Educação - SEED-MEC, à Associação Brasileira de Estudantes de Educação a Distância - ABE-EAD e à Associação Brasileira de Educação a Distância - ABED. Os resultados, classificados por tipo de irregularidade acadêmica ou de consumidor, foram apresentados e analisados no meu capítulo “As Infrações que Prejudicam a Imagem de EAD”, no livro Educação a Distância - O Estado da Arte, Vol.2 (Fredric M. Litto e Marcos Formiga, orgs; São Paulo: Pearson, 2011; pp. 367-73). Recomendo a leitura desse elenco de “crimes”, de práticas censuráveis (e amplamente compartilhadas pelas instituições presenciais, públicas e privadas), a todos que querem criticar a aprendizagem a distância e dela não têm conhecimento.
 Tratar a aprendizagem a distância como uma prática de amadores, exclusivamente “caça-níquel” e sem uma literatura científica que acompanhe seu desenvolvimento, é uma atitude inculta, agravada pelo preconceito. Há numerosas revistas científicas dedicadas totalmente à investigação rigorosa da modalidade e cuja leitura revela as conquistas, a extensão, a profundidade e os problemas da área. Todas estão disponíveis on-line e devem ser acompanhadas por pessoas que se consideram profissionais (ou críticos) da aprendizagem a distância. Entre as mais conceituadas estão: Open Learning (Reino Unido), American Journal of Distance Education (EUA), International Review of Research of Open and Distance Learning (Canadá), Distance Education (Canadá), Distance Education (Austrália), Revista Ibero-Americana de Educación a Distância (Espanha), e nossa própria Revista Brasileira de Aprendizagem Aberta e a Distância (Brasil). Da mesma forma, quem realmente se interessa pelo assunto e quer conferir as estatísticas do desenvolvimento da modalidade no Brasil, tanto no mundo acadêmico quanto no mundo de treinamento corporativo, deveria consultar a publicação anual CensoEAD.BR: Relatório Analítico da Aprendizagem a Distância no Brasil (São Paulo: Pearson Education e ABED, 2011)
Os ingleses têm uma oportuna resposta para aqueles que criticam, injustamente ou não, qualquer coisa: “The proof of the pudding is in eating!” [O teste do pudim está em comê-lo ], ou seja, para testar algo plenamente é preciso experimentá-lo você mesmo! É difícil encontrar críticas à aprendizagem a distância feitas com evidências e análises produzidas por pessoas que levaram a bom termo um ou mais cursos a distância. Por outro lado, temos comprovação contundente da eficácia dessa modalidade através dos resultados do ENADE - Exame Nacional de Desempenho Educacional, teste anual organizado pelo Ministério da Educação com os formandos de centenas de universidade brasileiras: em 2007, as maiores notas em 7 das 13 áreas de conhecimento foram obtidas por aqueles que estudaram a distância. Em 2008 (o último ano em que o INEP - MEC revelou as diferenças entre os alunos das duas modalidades), os alunos da EAD tiveram médias de notas de 38,87, enquanto os alunos do presencial tiveram 36,78 (uma diferença de 2,09). As áreas de conhecimento nas quais os alunos a distância superaram os do presencial foram Engenharia (Grupo VII), Filosofia, Física, Tecnologia em Gestão da Produção Industrial e Ciências Sociais.
Aprendi, em muitos anos de pesquisa, duas “regras não escritas” sobre como avaliar evidência: “não dá para brigar contra os fatos”; e “quando você não consegue arguir contra os fatos, ataque o questionador”. A primeira frase me deixa tranquilo sobre a eficácia e o sucesso futuro da aprendizagem a distância. A segunda me deixa à espreita, aguardando os ataques ad hominem que conservadores, sem fatos para comprovar suas afirmações, insistem em lançar na direção do futuro e sua consequente tecnologia, que será tão meritória quanto mais democrática for a aprendizagem a ela subordinada.
Fredric M. Litto é professor titular aposentado da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, onde lecionou de 1971 a 2003; foi Coordenador-Fundador do laboratório de pesquisa “Escola do Futuro da USP”, de 1989 a 2006; e é Presidente da Associação Brasileira de Educação a Distância - ABED desde 1995. Em 30 de novembro de 2011, ele recebeu seu segundo Prêmio Jabuti da Câmara Brasileira do Livro, na categoria Tecnologia e Informática, pelo seu livro Aprendizagem a Distância (São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2010).